Por motivo de manutenção dos servidores da UEPB, os números anteriores do Boletim estão temporariamente inacessíveis.
Este é o blog da Sociedade Paraibana de Arqueologia. Contato: sparqueologia@gmail.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Zonas Arqueológicas na Paraíba


Thomas Bruno Oliveira e

Vanderley de Brito*



No desenrolar de nossas pesquisas arqueológicas na Paraíba, percorremos cerca de 68% de sua área territorial, identificando e catalogando centenas de testemunhos pré-históricos em diversas áreas fisiográficas, quer seja no alto de serras, em vales ou em leito de cursos d’água . Pouquíssimas são as regiões do Estado em que não atuamos, e ainda assim, destes locais, possuímos seguras informações de achados arqueológicos, da relativamente vasta bibliografia existente ou de outros colegas pesquisadores em ação.



Temos por objeto de estudo, em especial, as inscrições rupestres e, durante este mister, percebemos que determinadas regiões possuem uma uniformidade sistemática no tocante a este gênero de testemunho cultural. Arqueologicamente falando, em várias zonas geográficas do Estado observamos características de inscrições pré-históricas próprias, que credenciam estes locais como ‘Zonas Arqueológicas’, que por sua vez, estão inseridas no que a arqueóloga Gabriela Martin, da UFPE, definiu como ‘Área Arqueológica’, caracterizada por um conjunto de vestígios dentro de uma unidade ecológica que participe das mesmas características geo-ambientais.


A Zona Arqueológica, segundo pretendemos, refere-se a uma unidade sistêmica de registros rupestres em uma determinada área. Admite-se a existência de casos particulares, ou vestígios que em parte fogem ao conceito determinado e, por este motivo, não é coerente estabelecer fronteiras implacáveis e sim flexíveis e dinâmicas. Em determinada zona arqueológica, como a do Vale do Sabugí, percebemos sítios que se desviam da característica emblemática daquela região, assemelhando-os aos sítios da Zona de Taipu e vice-versa, assim como outras Zonas que apesar de predominarem características rupestres bem definidas, também apresentam, de maneira tímida, intrusões rupestres de outras. Contudo, a predominância rupestre majoritária é quem determina cada Zona Arqueológica.



Para fins de uma sistematização conceitual, os parâmetros para determinado estabelecimento de uma Zona Arqueológica Rupestre é a uniformidade predominante no que diz respeito à técnica em que as inscrições foram realizadas, o tipo de monumento suporte comumente selecionado, e sua posição na paisagística, e, por fim, as peculiaridades temáticas e o modelo gráfico dos painéis rupestres.



Obviamente, é prematuro determinar uma sistematização terminológica e classificatória para a arqueologia na Paraíba, devido à incipiência das pesquisas, mas, devido aos muitos estudos desordenados que vem se processando nos últimos anos, urge que nomenclaturas e classificações coerentes – embora que provisórias – sejam prognosticadas nesta “Torre de Babel”, para fins de que nossos diversos pesquisadores se entendam num só dialeto conceitual.


*Sócios da SPA


Imagem: Mapa da PB da Enciclopédia dos Municípios: Paraíba 2006

0 comentários:

Leia por assuntos

Boletim da SPA eventos evento Arqueologia Pedra do Ingá IHGP História Patrimônio Vandalismo Lançamento Paleontologia Rev. Tarairiú Campina Grande Centro Histórico João Pessoa Revista Eletrônica Arte IHGC Juvandi Tarairiú Cariri Carlos Azevedo Homenagem Livro Museu Arqueologia Histórica Artigo Diário da Borborema Arquivo Espeleologia História da Paraíba IPHAEP Inscrições Rupestres LABAP MHN UEPB Nivalson Miranda Pesquisas Thomas Bruno Vanderley Arte Rupestre Encontro da SPA Evolução Exposição Fósseis Itacoatiaras Patrimônio Histórico Soledade São João do Cariri UEPB Achado Arqueológico E-book Falecimento IPHAN Missões Palestra Piauí Projetos Queimadas Raul Córdula SBE Semana de Humanidades Serra de Bodopitá UFCG Vale dos Dinossauros Acervo Antropologia Arqueologia Experimental Barra de Santana Boqueirão Brejo Cabaceiras Capitania da Paraíba Cartilha Clerot Cordel Descaso Escavação Estudos Evolutivos FCJA Forte Ingá Itatuba Lagoa Salgada Memórias Natal Niède Guidon Patrimônio Arqueológico Pesquisador Serra da Capivara Serras da Paraíba São João do Tigre UBE-PB USP Uruguai Walter Neves África ALANE ANPAP APA das Onças Amazônia Amélia Couto Antônio Mariano Apodi Araripe Areia Arqueologia Industrial Arqueologia Pública Aula de campo Aziz Ab'Saber Bacia do Prata Belo Monte Biografia Brasil CNPq Camalaú Caraúbas Carta circular Casino Eldorado Cavidade Natural Ceará Cemitério Comadre Florzinha Concurso Cozinhar Cuité Curimataú Curso Curta-metragem Datação Dennis Mota Descoberta Dom Pedro I Dossiê Educação Ambiental Educação Patrimonial Elpídio de Almeida Emancipação política Espaço Cultural Esponja Exumação Falésia do Cabo Branco Fazendas de gado Feira de Campina Grande Fonte Histórica Forte Velho Funai Fórum Permanente Ciência e Cultura Gargaú Geografia Geologia Geopark Guerra dos Bárbaros Guilherme História Viva Hominídeo IHCG IHGRN IPHAN-RN Ipuarana Jesuítas Jornal da Ciência José Octávio Juandi Juciene Apolinário Laboratório Lagoa Pleistocênica Lagoa de Pedra Lajedo de Soledade Linduarte Noronha Litoral Luto MAC Mato Grosso Matéria de TV Memórias do Olhar Mostra Museu Itinerante Ocupação humana Olivedos PROPESQ Paleo Paraíba Pará Pe. Luiz Santiago Pedro Nunes Pernambuco Pilões Pleistoceno Pocinhos Ponto de Cultura Projeto Catálogo Pré-História Pré-História submersa Quilombola Reivindicação Reportagem Revista Rio Paraíba SAB SBP SBPC Santa Luzia Sebo Cultural Seminário Semiárido Seridó Serra Branca Serra Velha Serra da Raposa Serra das Flechas Sertão Sessão Especial Sobrado Sumé São Mamede São Thomé do Sucurú Sócios TAAS Teleférico Terra Tome Ciência Técnicas Cartográficas UEPB Campus III Uol pelo Brasil Zonas arqueológicas caiabis mundurucu usina Índia Índios âmbar

Visitas desde SET 08

Translate

Estatísticas do google 2011

  © Arqueologia da Paraiba

Back to TOP